Presidente do BNDES defende novos modelos para integração regional

0
339

O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico de Social (BNDES), Dyogo de Oliveira, disse hoje (25) em Buenos Aires que o maior desafio da América Latina hoje é conciliar a necessidade de integrar fisicamente a região com a falta de dinheiro para investir nas obras de infraestrutura. Segundo ele, já existe um consenso de que a integração física é fundamental para a construção de cadeias de valor e o desenvolvimento regional. Mas o que falta e encontrar formas de financiar esses projetos, para torná-los realidade

Oliveira participou nesta quarta-feira da Conferência sobre Infraestrutura para o Desenvolvimento da América Latina. O evento foi promovido pela Conferência Andina de Fomento (CAF) – um banco de desenvolvimento integrado por 17 países da América Latina e do Caribe, pela Espanha e Portugal, e bancos privados da região. A proposta de Oliveira é investir no estudo das condições físicas e jurídicas de cada projeto, para encontrar o melhor modelo financeiro.

“Poderiamos aplicar, aos projetos de integração regional, concessões e o modelo das Parcerias Publico-Privadas (PPPs) que deram bom resultado no Brasil”, disse o titular do BNDES. O Brasil e o Uruguai, por exemplo, já estão estudando um modelo diferente para financiar uma segunda ponte sobre o Rio Jaguarão, entre os dois países.

Integração e parcerias

Os participantes do encontro concordaram que a integração física é fundamental para construir  cadeias de valor, facilitando a comercialização de insumos entre vizinhos para a fabricação de produtos que podem ser exportados a terceiros mercados. Mas também existe um consenso de que faltam recursos para tornar realidade essas politicas.

Dyogo de Oliveira lembrou que, no passado, o modelo predominante de financiamento eram os créditos soberanos, concedidos aos países por instituições financeiras internacionais – como o Banco Mundial ou a própria Conferência Andina de Fomento. “Temos uma longa lista de projetos de integração, mas apenas metade foi executada – muitas vezes porque não há recursos”, disse. Segundo ele, uma das prioridades do BNDES agora é investir no estudo de projetos viáveis.

Para ele, outro desafio na região éo cuidado para evitar a corrupção no setor de obras públicas.